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title, source, path
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| Configuração de proxy reverso NGINX com HTTPS | https://tdn.totvs.com/pages/viewpage.action?pageId=736971727 | \Plataforma Documentação técnica\Configuração\Configuração de Ambiente\Proxy reverso\Configuração de proxy reverso NGINX com HTTPS.md |
Objetivo
O objetivo deste guia é detalhar as configurações necessárias para utilização de proxy reverso NGINX com protocolo HTTPS.
Pré-requisitos
-
Possuir o NGINX na versão 1.20.1 ou superior instalado. Detalhes de instalação e configuração do NGINX estão disponíveis na documentação oficial.
Importante!
Somente é possível utilizar o NGINX até a versão 1.22 por conta da compatibilidade com o módulo nginx-stick-module-ng.
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Possuir um host no DNS configurado para a plataforma, com domínio específico.
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Possuir um certificado digital válido.
Recomendações
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Instalar o NGINX em um servidor separado do servidor onde o Fluig está instalado.
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Faça as alterações necessárias na topologia utilizada, para que o acesso funcione corretamente após implantar o proxy reverso. Para saber mais sobre a topologia DMZ, [clique aqui](../Topologia DMZ.md).
EXEMPLOS DE ALTERAÇÕES
Apontamento de IP na rede interna, liberação de portas, alteração de endereço de acesso do Fluig (usuário wcmadmin).
Configurando o NGINX como proxy reverso com HTTPS
Siga o passo a passo, conforme descrito abaixo.
- Certifique-se de que a interface de configuração pública esteja preenchida com o IP do servidor (rede interna). Para isso, abra o arquivo [FLUIG]/appserver/domain/configuration/host.xml, localize a tag e verifique o valor da propriedade "value":
Importante!
Não é recomendado utilizar o valor "0.0.0.0" na interface de configuração pública.
-
Configure o Fluig em HTTPS na plataforma NGINX conforme documentação disponível em [Configuração HTTPS da plataforma](../HTTPS/Configuração HTTPS da plataforma.md).
Importante!
Lembrando que, se o seu ambiente utiliza [balanceamento de carga](../Alta disponibilidade e balanceamento de carga.md), a configuração de HTTPS deve ser replicada manualmente para todos os servidores do Fluig.
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No servidor NGINX, utilize os certificados e o arquivo gerado para realizar a seguinte configuração:
- Salve os certificados na pasta /etc/nginx/certs;
- Cole o arquivo de configuração gerado no Passo 2 em /etc/nginx/conf.d.
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Adicione as diretivas para configuração das notificações em tempo real (serviço Realtime) no arquivo gerado no Passo 3 - "/etc/nginx/conf.d":
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Informe o DNS do servidor na diretiva "server_name";
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Informe o caminho completo dos arquivos de certificado (arquivo .cert) na diretiva ssl_certificate;
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Informe o caminho completo dos arquivos de certificado (arquivo .key) na diretiva ssl_certificate_key;
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Informe o IP e a porta onde o serviço do Realtime está em execução, na diretiva "proxy-pass". A porta padrão do Realtime é 7777, caso não tenha sido alterada.
server { listen 7777 ssl; server_name fluig.suaempresa.com; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; location / { proxy_pass http://[IP_REALTIME]:[PORTA_REALTIME]; proxy_http_version 1.1; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade"; } }
-
-
No arquivo "/etc/nginx/conf.d", no contexto "server", que estará ouvindo a porta 443, configure as seguintes diretivas:
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Informe o caminho completo dos arquivos de certificado (arquivo .cert) na diretiva ssl_certificate;
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Informe o caminho completo dos arquivos de certificado (arquivo .key) na diretiva ssl_certificate_key;
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Oculte a versão do NGINX no cabeçalho de resposta das requisições, informando o valor "off" na diretiva "server_tokens";
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Adicione as diretivas de cabeçalho ("add_header") conforme abaixo:
server { listen 443 ssl http2; server_name fluig.suaempresa.com; server_tokens off; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; ssl_protocols TLSv1.3; ssl_ciphers ECDHE-RSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-ECDSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-RSA-AES256-GCM-SHA384:ECDHE-ECDSA-AES256-GCM-SHA384:!aNULL:!eNULL:!EXPORT:!DES:!RC4:!3DES:!MD5:!PSK; # Se necessário complemente com outras chaves Ciphers suportadas ssl_prefer_server_ciphers on; ssl_session_cache shared:SSL:10m; add_header 'Access-Control-Allow-Origin' 'https://fluig.suaempresa.com/'; add_header 'Access-Control-Allow-Methods' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Request-Method' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Allow-Headers' 'Content-Type, X-Requested-With, accept-version'; add_header Strict-Transport-Security "max-age=31536000; includeSubDomains; preload" always;
-
Importante!
Substitua "fluig.suaempresa.com" pelo endereço a partir do qual você deseja acessar o Fluig.
Nota:
Recomendamos o uso de chaves e protocolos mais modernos e seguros como os indicados no exemplo. Porém, outras chaves também são suportadas:
DHE-RSA-AES128-GCM-SHA256:DHE-DSS-AES128-GCM-SHA256:kEDH+AESGCM:ECDHE-RSA-AES128-SHA256:ECDHE-ECDSA-AES128-SHA256:ECDHE-RSA-AES128-SHA:ECDHE-ECDSA-AES128-SHA:ECDHE-RSA-AES256-SHA384:ECDHE-ECDSA-AES256-SHA384:ECDHE-RSA-AES256-SHA:ECDHE-ECDSA-AES256-SHA:DHE-RSA-AES128-SHA256:DHE-RSA-AES128-SHA:DHE-DSS-AES128-SHA256:DHE-RSA-AES256-SHA256:DHE-DSS-AES256-SHA:DHE-RSA-AES256-SHA
Preencha a diretiva ssl_ciphers do conf.d substituindo pelos valores suportados acima que estejam de acordo com sua política de segurança. As chaves podem ser validadas em https://ciphersuite.info/.
E também os protocolos: TLSv1, TLSv1.1 e TLSv1.2
Preencha a diretiva ssl_protocols do conf.d substituindo pelos valores suportados acima que estejam de acordo com sua política de segurança.
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No contexto "server" que estará ouvindo a porta 443, adicione as seguintes diretivas no contexto "location /", no arquivo "/etc/nginx/conf.d", conforme abaixo:
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Na diretiva "proxy-pass", informe o IP do servidor do Fluig e a porta definida na instalação da plataforma (a porta padrão é 8080);
-
Adicione as diretivas de cabeçalho para "proxy" conforme abaixo:
location / { proxy_pass http://[IP_FLUIG]:[PORTA_FLUIG]; proxy_ssl_verify off; proxy_ssl_ciphers HIGH:!aNULL:!MD5; proxy_pass_request_headers on; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header X-Forwarded-Proto $scheme; proxy_set_header X-Forwarded-Server $host; proxy_set_header X-Forwarded-Host $host:$server_port; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade";
-
-
Após efetuar os passos anteriores, o arquivo "/etc/nginx/conf.d" estará desta forma:
server { listen 7777 ssl; server_name fluig.suaempresa.com; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; location / { proxy_pass http://[IP_FLUIG]:7777; proxy_http_version 1.1; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade"; } } server { listen 443 ssl http2; server_name fluig.suaempresa.com; server_tokens off; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; ssl_protocols TLSv1.3; ssl_ciphers ECDHE-RSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-ECDSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-RSA-AES256-GCM-SHA384:ECDHE-ECDSA-AES256-GCM-SHA384:!aNULL:!eNULL:!EXPORT:!DES:!RC4:!3DES:!MD5:!PSK; # Se necessário complemente com outras chaves Ciphers suportadas ssl_prefer_server_ciphers on; ssl_session_cache shared:SSL:10m; add_header 'Access-Control-Allow-Origin' 'https://fluig.empresa.com/'; add_header 'Access-Control-Allow-Methods' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Request-Method' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Allow-Headers' 'Content-Type, X-Requested-With, accept-version'; add_header Strict-Transport-Security "max-age=31536000; includeSubDomains; preload" always; location / { proxy_pass http://[IP_FLUIG]:[PORTA_FLUIG]; proxy_ssl_verify off; proxy_ssl_ciphers HIGH:!aNULL:!MD5; proxy_pass_request_headers on; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header X-Forwarded-Proto $scheme; proxy_set_header X-Forwarded-Server $host; proxy_set_header X-Forwarded-Host $host:$server_port; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade"; client_max_body_size 880m; client_body_buffer_size 256k; proxy_buffer_size 8k; proxy_buffers 8 32k; proxy_busy_buffers_size 64k; proxy_temp_file_write_size 64k; } } -
Reinicie os serviços do Fluig e do NGINX em ambos os servidores.
Importante!
Dependendo do ambiente (versão, sistema operacional utilizado, etc.) algumas diretivas detalhadas nesta documentação podem estar presentes na sua instalação do NGINX também. Isso causará o erro "directive is duplicate", impossibilitando a inicialização do serviço do NGINX. Caso isso ocorra, verifique qual diretiva será mantida: dos arquivos de configuração do NGINX ou no arquivo de configuração criado com base nessa documentação.
Configurar Rate Limit de requisições
Funcionamento do controle de taxa (Rate Limit)
O NGINX gerencia a frequência de requisições através de dois componentes interdependentes:
limit_req_zone(Definição): Estabelece a regra global no contextohttp, configurando a zona de memória compartilhada para armazenar os estados dos IPs e a taxa de transferência permitida (ex: 10 requisições por segundo).limit_req(Aplicação): Ativa a regra definida anteriormente em escopos específicos, comoserveroulocation(endpoints).- Chave de Identificação: Geralmente utiliza o
$binary_remote_addr, que armazena o endereço IP do cliente de forma compacta (4 bytes para IPv4) para economizar memória no servidor.
Configuração de limitação por IP
Edite o arquivo de configuração (/etc/nginx/nginx.conf) e defina a regra dentro do bloco http:
http {
limit_req_zone $binary_remote_addr zone=post_publish_limit:10m rate=5r/s;
...
}
Entenda os parâmetros
$binary_remote_addr: Identificador binário do IP (mais eficiente que texto).zone=post_publish_limit:10m: Reserva 10MB para rastrear o estado dos IPs.rate=5r/s: Estabelece o teto de 5 requisições por segundo por usuário.
Aplicar ao endpoint específico
Para aplicar a regra de controle de fluxo a uma rota específica, utilize a diretiva limit_req dentro do bloco location desejado, conforme o exemplo abaixo:
server {
listen 80;
server_name seu_dominio.com;
# Aplica o limite apenas ao endpoint de publicação
location = /api/public/social/post/publish {
limit_req zone=post_publish_limit burst=10 nodelay;
proxy_pass http://backend;
}
}
Explicando os parâmetros
Esta seção detalha a lógica de controle de fluxo (Rate Limit) aplicada, que define como o servidor processa o volume de requisições e gerencia picos de tráfego:
rate=5r/s: Estabelece a velocidade média permitida de 5 requisições por segundo por endereço IP.burst=10: Cria uma "margem de tolerância" para acomodar picos repentinos de até 10 requisições além do limite definido.nodelay: Determina que as requisições dentro da margem de burst sejam processadas imediatamente; sem este parâmetro, o NGINX suaviza o tráfego introduzindo atrasos (delay) para manter a taxa constante.
Customizando resposta (HTTP 429)
Por padrão, o NGINX retorna o erro 503 (Service Unavailable). Para indicar explicitamente que o bloqueio ocorreu por excesso de requisições, utiliza-se o código 429 (Too Many Requests):
http {
limit_req_status 429;
}
Exemplo completo
Esta configuração consolidada implementa uma estratégia de defesa em profundidade no NGINX, garantindo a estabilidade da API por meio de um controle rigoroso de vazão. O exemplo abaixo integra a definição da zona de memória, a customização do código de resposta e a aplicação prática em um endpoint crítico.
http {
# 1. Definição da regra global (identificação, memória e taxa base)
limit_req_zone $binary_remote_addr zone=post_publish_limit:10m rate=5r/s;
# 2. Padronização da resposta para excesso de requisições
limit_req_status 429;
server {
listen 80;
server_name seu_dominio.com;
# 3. Aplicação restritiva em endpoint sensível
location = /api/public/social/post/publish {
# Admite picos (burst) sem introduzir latência artificial (nodelay)
limit_req zone=post_publish_limit burst=10 nodelay;
proxy_pass http://backend;
}
}
}
Ao adotar este modelo, o servidor passa a distinguir acessos legítimos de disparos automatizados, preservando os recursos do backend e fornecendo respostas semanticamente corretas (HTTP 429) ao excederem os limites estabelecidos.
Troubleshotting
Erros de timeout ou conexão encerrada pelo NGINX.
Nota:
Se não for configurado, o padrão de timeout do proxy reverso do NGINX é 60 segundos. A configuração recomendada é 300 segundos – que é o timeout padrão do TOTVS Fluig – podendo ser ajustado para mais ou para menos de acordo com a necessidade.
-
Abra o arquivo de configuração do NGINX - /etc/nginx/conf.d - e inclua as diretivas de timeout no contexto "server" > "location /" conforme abaixo:
proxy_connect_timeout 300; proxy_send_timeout 300; proxy_read_timeout 300; send_timeout 300; -
Após incluir as diretivas de timeout, o arquivo "/etc/nginx/conf.d" estará desta forma:
server { listen 7777 ssl; server_name fluig.suaempresa.com; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; location / { proxy_pass http://[IP_FLUIG]:7777; proxy_http_version 1.1; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade"; } } server { listen 443 ssl http2; server_name fluig.suaempresa.com; server_tokens off; ssl_certificate /etc/nginx/certs/fluig.cert; ssl_certificate_key /etc/nginx/certs/fluig.key; ssl_protocols TLSv1.3; ssl_ciphers ECDHE-RSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-ECDSA-AES128-GCM-SHA256:ECDHE-RSA-AES256-GCM-SHA384:ECDHE-ECDSA-AES256-GCM-SHA384:!aNULL:!eNULL:!EXPORT:!DES:!RC4:!3DES:!MD5:!PSK; # Se necessário complemente com outras chaves Ciphers suportadas ssl_prefer_server_ciphers on; ssl_session_cache shared:SSL:10m; add_header 'Access-Control-Allow-Origin' 'https://fluig.empresa.com/'; add_header 'Access-Control-Allow-Methods' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Request-Method' 'GET, PUT, POST, OPTIONS, DELETE'; add_header 'Access-Control-Allow-Headers' 'Content-Type, X-Requested-With, accept-version'; add_header Strict-Transport-Security "max-age=31536000; includeSubDomains; preload" always; location / { proxy_pass http://[IP_FLUIG]:[PORTA_FLUIG]; proxy_ssl_verify off; proxy_ssl_ciphers HIGH:!aNULL:!MD5; proxy_pass_request_headers on; proxy_set_header Host $host; proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header X-Forwarded-Proto $scheme; proxy_set_header X-Forwarded-Server $host; proxy_set_header X-Forwarded-Host $host:$server_port; proxy_set_header Upgrade $http_upgrade; proxy_set_header Connection "upgrade"; client_max_body_size 880m; client_body_buffer_size 256k; proxy_connect_timeout 300; proxy_send_timeout 300; proxy_read_timeout 300; send_timeout 300; proxy_buffer_size 8k; proxy_buffers 8 32k; proxy_busy_buffers_size 64k; proxy_temp_file_write_size 64k; } } -
Reinicie os serviços NGINX para aplicar a alteração realizada.
Atenção:
Caso o problema de timeout persista após aplicar a configuração acima, é necessário avaliar o que está ocorrendo ao invés de apenas aumentar o tempo de timeout. Se desejar, entre em contato com o seu ESN e solicite uma proposta de consultoria investigativa Fluig.
Ocultar informações no cabeçalho HTTP
Para prevenir vulnerabilidades, é importante que as informações não fiquem expostas no cabeçalho HTTP. [Clique aqui](Ocultar informações no cabeçalho HTTP.md) e saiba como ocultá-las.